{Lançamento} - Vocação Para o Mal - Robert Galbraith

Vocação para o mal é o terceiro título da aclamada série do detetive particular Cormoran Strike e sua assistente Robin Ellacott. Um mistério diabolicamente inteligente com reviravoltas inesperadas em cada esquina, o livro é também a emocionante história de um homem e uma mulher em uma encruzilhada em suas vidas pessoais e profissionais.

Sinopse: Quando um misterioso pacote é entregue a Robin Ellacott, ela fica horrorizada ao descobrir que contém a perna decepada de uma mulher. Seu chefe, o detetive particular Cormoran Strike, fica menos surpreso, mas não menos alarmado. Há quatro pessoas de seu passado que ele acredita que poderiam ser responsáveis por tal crime – e Strike sabe que qualquer uma delas seria capaz de tamanha brutalidade.
Com a polícia focada no suspeito que Strike tem cada vez mais certeza de que não é o criminoso, ele e Robin põem as mãos à obra e mergulham no mundo sombrio e distorcido dos outros três homens. Entretanto, quanto mais acontecimentos horrendos acontecem, mais o tempo se esgota para ambos…


Leia um trecho do livro:

2011

Este Não É o Verão do Amor

Ele não conseguira limpar todo o sangue da mulher. Ficou uma linha escura, feito um parêntese, sob a unha do dedo médio da sua mão esquerda. Ele decidiu raspá-la, embora lhe agradasse muito vê-la ali: uma lembrança dos prazeres da véspera. Depois de um minuto esfregando em vão, ele pôs a unha manchada de sangue na boca e chupou. O gosto de ferro lembrava o cheiro da enxurrada esguichando desenfreada no piso frio, borrifando as paredes, ensopando seu jeans e transformando as toalhas de banho pêssego — felpudas, secas e elegantemente dobradas — em trapos encharcados de sangue.


As cores pareciam mais vivas esta manhã, o mundo, um lugar mais aprazível. Ele se sentia sereno e revigorado, como se a tivesse absorvido, como se a vida dela tivesse penetrado nele por transfusão. Elas lhe pertenciam depois que as matava: era uma posse que ia além do sexo. Mesmo saber como pareciam no momento da morte era de uma intimidade que ultrapassava qualquer coisa que dois corpos vivos poderiam experimentar.

Com um arrepio de excitação, refletiu que ninguém sabia o que ele havia feito, nem o que planejava fazer em seguida. Chupou o dedo médio, feliz e pacificado, encostando-se na parede morna ao sol fraco de abril, de olho na casa do outro lado da rua.
Não era uma casa elegante. Banal. Sem dúvida, um lugar melhor para se morar do que aquele apartamento minúsculo onde as roupas endurecidas do sangue de ontem estavam em sacos de lixo preto aguardando a incineração, e onde suas facas reluziam, lavadas com água sanitária, escondidas atrás do sifão embaixo da pia da cozinha...

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