{Resenha} - O Bangalô - Sarah Jio

Autora: Sarah Jio
Editora: Novo Conceito
Páginas: 320
Avaliação: 4/5
Sinopse: Verão de 1942. Anne tem tudo o que uma garota de sua idade almeja: família e noivo bem-sucedidos.
No entanto, ela não se sente feliz com o rumo que sua vida está tomando. Recém-formada em enfermagem e vivendo em um mundo devastado pelos horrores da Segunda Guerra Mundial, Anne, juntamente com sua melhor amiga, decide se alistar para servir seu país como enfermeira em Bora Bora.
Lá ela se depara com outra realidade, uma vida simples e responsabilidades que não estava acostumada. Mas, também, conhece o verdadeiro amor nos braços de Westry, um soldado sensível e carinhoso.
O esconderijo de amor de Anne e Westry é um bangalô abandonado, e eles vivem os melhores momentos de suas vidas... Até testemunharem um assassinato brutal nos arredores do bangalô que mudará o rumo desta história.
A ilha, de alguma forma, transforma a vida das pessoas, e este livro certamente transformará você.


Oiê, tudo bem?

Quero confessar que nunca tinha lido nada da Sarah Jio, mas muitas amigas já tinham me recomendado “Violetas de Março”, que com certeza lerei.

Anne esta prestes a se casar com Gerard, um cavalheiro rico e elegante, quando sua amiga Kitty decide se alistar para se tornar enfermeira na ilha de Bora Bora. E então ela decide acompanhá-la e adia o casamento, ao chegar na ilha ela se depara com o soldado Westry, o seu verdadeiro amor, juntos eles encontram um bangalô misterioso que supostamente é amaldiçoado, agora cabe a eles vencer a maldição ou ignorá-la. 


 “O bangalô” conta historia de Anne na voz da mesma em uma idade avançada, quando percebi que a narrativa partia do flashback fiquei muita animada, já que adoro filmes com essa estrutura, como o Diário de uma Paixão, Titanic e O Misterioso caso de Benjamin Button.

“[...] Que mal faria em contar a ela? Eu era uma velha senhora. Não haveria muitas consequências agora, e, se houvesse, poderia superá-las. E como eu desejava revelar esses segredos, mandá-los pelos céus como morcegos em um sótão empoeirado.”

Além disso, minha curiosidade se despertou, graças ao cenário de Segunda Guerra em que tudo se torna mais chocante e dramático. Mas me desapontei quanto a isso, gostaria de ter lido mais sobre as experiências nas batalhas, seria perfeito se a escritora tivesse mesclado as narrativas, talvez colocado um Westry velho falando suas experiências a um amigo ou algo do tipo. Entretanto, mesmo sem as batalhas, é perceptível as angústias dos personagens e as sequelas que elas conduziram.

“Empurrei Mary e entrei na sala dos homens feridos.Os sons que tinham sido abafados perto do elevador agora se amplificaram, revelando, gemidos, balbucios, choro, riso. O escopo das emoções humanas no recinto era enlouquecedor.”

Em relação ao “mistério” que o livro propõe, achei o seu desvendamento bastante previsível. Contudo, mesmo não sendo fã de romances que têm a temática extra conjugal, gostei bastante da forma como a autora abordou o tema, porque ela não mascarou a culpa e nem fez de Gerard um monstro para que fosse possível justificar os erros da protagonista.

“Ele pegou minhas mãos e então fez uma pausa, segurando minha mão esquerda, nua sem o anel de noivado
-Gerard, eu...
-Não precisa explicar -ele falou- Só de tê-la aqui, tê-la de volta já é bom o bastante.”

Portanto, apesar de algumas insatisfações, captei a mensagem da escritora e espero usufrui de outras obras dela.
Espero que tenham curtido a resenha e até a próxima! Beijos!!


Avaliação




By Beatriz Pereira

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