{Resenha} - Primeiro e Único - Emily Giffin

Autora: Emily Giffin
Editora: Novo Conceito
Páginas: 448
Avaliação: 3/5
Sinopse: Shea tem 33 anos e passou toda a sua vida em uma cidadezinha universitária que vive em função do futebol americano. Criada junto com sua melhor amigas, Lucy, filha do lendário treinador Clive Carr, Shea nunca teve coragem de deixar sua terra natal. Acabou cursando a universidade, onde conseguiu um emprego no departamento atlético e passa todos os dias junto do treinador e já está no mesmo cargo há mais de dez anos.
Quando finalmente abre mão da segurança e decide trilhar um caminho desconhecido, Shea descobre novas verdades sobre pessoas e fatos e essa situação a obriga a confrontar seus desejos mais profundos, seus medos e segredos.


Oi pessoal! Tudo bem?

Então, eu nunca tinha lido nada da autora e com certeza nada parecido com o enredo de "Primeiro e Único", e já deixo bem claro que eu não sei o que sentir sobre esse livro.

A história nos conta a vida de Shea Rigsby, uma fanática por futebol americano que vive em uma cidade do Texas, onde tudo gira em torno do esporte. Como os pais dela são divorciados, a mãe acabou criando ela com a ajuda da família Carr. Então já era de se esperar que a filha deles, Lucy seria como uma irmã para Shea, assim como a sua figura paternal seria o treinador: Clive Carr, por quem Shea sempre teve grande devoção e compartilhava o mesmo amor pelo futebol americano. 


“Eu acreditava piamente que é sempre mais difícil estar na pele daquela pessoa que fica para trás, sobretudo quando se pensa que está no caminho certo para que os dois sejam felizes para sempre.”


O livro já começa com tristeza. Mostrando com detalhes o funeral da mãe de Lucy, que todos amavam e isso acaba despedaçando a família Carr. Mas é a partir daí que as coisas começam a mudar na vida de Shea. Ela acaba mudando totalmente algumas coisas com as quais já estava acomodada a muito tempo, como seu emprego na universidade e seu relacionamento de três anos. 

Então, ela se torna repórter esportiva participando ainda mais do mundo que ama e finalmente consegue imaginar um futuro com alguém. Mas devido às circunstancias, ela se vê novamente perdida e se perguntando o que vai fazer com sua vida.

“Fiz uma careta para ela, pensando que, se Ryan tivesse de gostar de mim, ele iria gostar de qualquer jeito. Então, peguei o pão francês, passei manteiga e lhe dei uma bela e suculenta mordida.”

Eu gostei muito da Shea. Primeiro porque a autora arrasou em colocar uma mulher em um universo que todos dizem pertencer a homem: o futebol. Pois Shea sabia tanto quanto o Clive e era tão boa quanto qualquer outro repórter esportivo. A autora deixou bem claro no começo do livro que Shea não seguia nenhum padrão da sociedade: ela não queria filhos, seu mundo não girava em torno de homem e não fazia coisas só porque eram impostas a ela. Muito pelo contrário. Emily deixou bem claro que a mulher pode fazer o que quiser. Se tem uma coisa que a mulher pode, é poder.

“Mas não deixe se enganar. As melhores coisas da vida parecem simples. Mas só parecem.”

Mas aí, a autora acabou me chateando muito com o romance entre o Clive e a Shea. Primeiro que o Clive é como um pai para ela. Pelo que eu percebi durante a leitura dos primeiros capítulos a paixão pelo futebol foi algo que ele compartilhou com ela desde pequena, ela vivia na mesma casa que ele pois era pai da melhor amiga DELA e ainda por cima tinha perdido a mulher que amava muito, a pouco tempo. Eu sei que o amor pode superar qualquer coisa, mas não colou, foi uma coisa desnecessária e eu preferia que ele tivesse ficado apenas como incentivador da carreira da Shea, seria até mais interessante. Eu não engoli o romance. Não mesmo.

Tirando que eu gostaria que ela não tivesse colocado o romance, eu achei a proposta do livro muito boa. Principalmente com os temas que a autora conseguiu abordar e até dar um alerta para certas situações que podem um dia acontecer conosco. 

Como eu disse antes, eu não sei o que sentir com essa leitura. 

“-E você gosta disso? De escrever?
Hesitei, em seguida, arrisquei dizer a verdade.
-É uma relação de amor e ódio. Amo a sensação que tenho depois que termino de escrever alguma coisa. Mas o ato de escrever em si? Às vezes não gosto muito.”

Então é isso, espero que tenham curtido a resenha e não deixem de comentar a opinião de vocês sobre a leitura. Abraços e até a próxima!


Avaliação 



By Maria Luiza


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