{Resenha} - Prometo Falhar - Pedro Chagas Freitas

Autor: Pedro Chagas Freitas
Editora: Novo Conceito
Páginas: 400
Avaliação: 5/5
Sinopse: Prometo Falhar é um livro que fala de amor. O amor dos amantes, o amor dos amigos, o amor da mãe pelo filho, do filho pela mãe, pelo pai, o amor que abala, que toca, que arrebata, que emociona, que descobre e encobre, que fere e cura, que prende e liberta. Em crônicas desconcertantes, Pedro convida o leitor a revisitar suas próprias impressões sobre os relacionamentos humanos.
A linguagem fluida, livre, sem amarras, faz querer ler tudo de uma vez e depois ligar para o autor para terminar a conversa . Medo, frustração, inveja, ciúme e todos os sentimentos que nos ensinaram a sufocar são expostos sem pudores. Mergulhe de cabeça numa obra que mostra que é possível sair ileso de tudo, menos do amor. Você escolhe a ordem em que vai ler as crônicas do jovem escritor que tem 21 obras publicadas e é sucesso de vendas em Portugal.



Espero que minha simples resenha, seja o suficiente para que você leitor, compre, leia e venere esta arte, e acredite, desejo de todo o coração que todos possam ter a sensação maravilhosa de conhecer esta obra. Admito que falar deste livro é praticamente impossível, já que cada lição de cada história é muitooo subjetiva. Mas o que custa tentar.


Bem, “Prometo  falhar” é um livro de crônicas, a propósito, eu não tinha ideia disso até começar a lê-lo, mas agradeço por não saber, já que, sem dúvidas o meu antigo  preconceito por gêneros sem ser narrativos me impediria de vê-lo, e se eu não tivesse tido esta experiência acredito que a minha concepção de amor estaria muito limitada.

Já na capa nós nos deparamos com a frase "O amor acontece quando desistimos de ser perfeitos"  li isso e fiquei pensando que era uma  jogada de marketing, sabe como quando vemos um trailer de um filme de comédia e depois percebemos que não era tão engraçado e que a parte mais hilária dele estava no trailer. Além disso, antes de começar a ler eu dei uma folheada e foi quando pensei –Caramba, cadê os capítulos!- Já estava revoltada, contudo eu comecei a ler e em um piscar de olhos já estava na nonagésima página.

As crônicas refletem sobre a pobreza, a perda, mas concentram-se na temática amor de forma geral. Sinceramente não conheci nenhum escritor que tivesse tantas definições de amor.

“O amor é muitas coisas mas nunca politicamente correto.”

“Amar é uma felicidade -mas amar também é uma calamidade.MAS para que serve o mundo se não houver calamidades?”

A palavra é o instrumento mais valioso de toda a humanidade, certas pessoas sabem como usa-la, já outras não. Pedro Chagas com certeza se insere na primeira categoria, ele consegue comover e descrever os sentimentos mais indescritíveis de uma forma singela e verdadeira.

"Há quem não entenda o que é escrever.Eu não entendo o que é escrever.E por isso que escrevo.
Talvez escrever seja a vitoria possível."

Certos trechos do livro me deixaram com uma sensação de preenchimento fortíssima, só de me lembrar fico toda arrepiada.

“O mais cego não é o que não vê; nem sequer é o que não quer ver. O mais cego é o que só vê.”

Entretanto, apesar da beleza na forma de escrever, existem momentos em que Deus é retratado de uma forma um pouco vulgar, quero dizer se você não compreender a linguagem metafórica e for religioso se sentirá atingido. No mais esta obra ao meu ver é quase perfeita!!

Espero que tenham gostado da resenha e com certeza indico este livro, leiam e sintam por vocês mesmo tudo o que eu senti.

Avaliação 




By Beatriz Pereira

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