{Resenha} - Le Chevalier e a Exposição Universal - Editora AVEC

Autor: A. Z. Cordenosi
Editora: AVEC
Páginas: 192
Avaliação: 5/5
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Sinopse: O ano é o de 1867 e Paris prepara-se para celebrar a Exposição Universal, consolidando-se como a capital do mundo moderno!
Impulsionada pela tecnologia a vapor do professeur Verne, Paris se tornou o epicentro de uma renovada Europa. Ferro, fumaça e óleo lubrificam o caminho do Império Francês enquanto drozdes mecânicos saltitam entre a multidão.
Mas uma ameaça paira sobre a cabeça de Napoleão! Em uma guerra de apenas sete semanas, a Prússia derrota a Áustria e lança seus olhos cobiçosos sobre a rica e aristocrática França. Dos campos de batalha para os becos sujos da capital, dos jantares nababescos a catacumbas infestadas de ratos, assassinos e chantagistas se espalham no submundo da espionagem internacional.
Mergulhado nas trevas, o Bureau convoca o seu melhor homem: Um espião sem passado. Sem nome. A serviço da sua Majestade, ele é conhecido apenas como: Le Chevalier!


O livro nos transporta para Paris em 1867, mas não da maneira que conhecemos a cidade, uma tecnologia rústica baseada em vapor e engrenagens domina esta época.

A história já começa com um assassinato, um agente do Bureau foi pego de surpresa e não houve tempo para reagir, até mesmo seu drozde (espécie de pequeno autômato companheiro, possui várias formas distintas) foi destruído.


Então não tiveram escolha a não ser convocar seu melhor e mais controverso agente para investigar este caso, Le Chevalier e seu parceiro Persa.

Devo dizer que estes dois personagens foram muito bem elaborados, a perspicácia de um e o impeto e fome incontrolável do outro se completam, passando por cenas hilárias e muita aventura esses dois realmente conseguem se destacar.

Mas voltando a história, em Paris será promovida a Exposição Universal, onde as grandes potências mundiais iram mostrar seus avanços tecnológicos. Detalhe vai para a investigação que aponta para algo relacionado a esta exposição, Le Chevalier e Persa terão que se esforçar ao máximo para descobrir o que esta sendo tramado.

Vou parar por aqui com os detalhes do enredo, e vamos para alguns dos pontos que garantiram as 5 estrelas para essa história:

  • Capa - trabalho gráfico excelente, a arte até nos remete a um HQ, confesso que deu vontade de ver essas aventuras em um HQ.
  • Enredo - empolgante, um ritmo de história que nos faz querer ler tudo de uma vez só.
  • Personagens - todos muito bem desenvolvidos, garanto que vocês iram bolar de rir com as tiradas de Persa.
  • Steampunk - a ideia dos Drozdes foi muito interessante, não foi preciso se aprofundar tanto na tecnologia em si, bastou uma pequena explicação para já entendermos o funcionamento destes autômatos.
  • Ação, investigação e humor - tudo na medida certa para construir um contexto bem harmônico.





Então é isso, um conjunto excelente e que me deixou com vontade de conhecer mais histórias de Le Chevalier e Persa.

Parabéns ao autor e a editora AVEC pelo excelente trabalho, agradeço por ter tido a oportunidade de ler esta obra e com certeza recomendo este livro para todos vocês amigos leitores, um abraço e até a próxima.


*Steampunk é um subgênero da ficção científica, ou ficção especulativa, que ganhou fama no final dos anos 1980 e início dos anos 1990. Trata-se de obras ambientadas no passado, no qual os paradigmas tecnológicos modernos ocorreram mais cedo do que na História real (ou em um universo com características similares), mas foram obtidos por meio da ciência já disponível naquela época - como, por exemplo, computadores de madeira e aviões movidos a vapor. É um estilo normalmente associado ao futurista cyberpunk e, assim como este, tem uma base de fãs semelhante, mas distinta.
O gênero steampunk pode ser explicado de maneira muito simples, comparando-o a literatura que lhe deu origem. Baseado num universo de ficção cientifica criado por autores consagrados como Júlio Verne no fim do século XIX, ele mostra uma realidade espaço-temporal na qual a tecnologia mecânica a vapor teria evoluído até níveis impossíveis (ou pelo menos improváveis), com automóveis, aviões e até mesmo robôs movidos a vapor já naquela época.
Fonte Wikipédia

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