{Resenha} - Rio, Zona de Guerra - Leo Lopes

Autor: Leo Lopes
Editora: Avec
Páginas: 208
Onde comprar: Aqui
Avaliação: 4/5
Sinopse: Em um futuro próximo, as desigualdades sociais e econômicas chegaram a níveis tão alarmantes que o Estado não tem condições de manter a ordem e garantir a segurança pública. Todo o poder é concentrado nas mãos de megacorporações multinacionais que criam e impõem as leis por meio de suas milícias particulares, chamadas Polícias Corporativas. No Rio de Janeiro, a Fronteira, uma muralha intransponível que cerca a Barra da Tijuca e o Recreio dos Bandeirantes, protege os interesses das megacorporações, relegando os habitantes dos demais bairros a uma vida sem lei em um território dominado pelas gangues. Tudo pode acontecer quando o assassinato de uma prostituta no edifício de uma megacorporação leva um detetive particular a voltar para a Barra da Tijuca após anos de exílio no que todos se acostumaram chamar de Zona de Guerra.



Recebi este livro em parceria com a editora Avec, o trabalho gráfico foi a primeira coisa que me chamou a atenção, a diagramação também ficou excelente e nos proporciona uma leitura fluida e dinâmica.

Mas vamos entender o cenário do livro, em um futuro (não tão distante) as cidades foram tomadas por rebeliões e crimes, em contra partida grandes corporações foram formadas e se protegeram nos grandes centros. Nestes centros foram erguidos enormes muros, separando os mais ricos da “ralé”, dentro da fronteira praticamente todos trabalham para as corporações e a policia é denominada de “policia corporativa”.


Enquanto isso do lado de fora na “Zona de Guerra” o domínio fica por conta das gangues, o povo vive na miséria e com medo, não existe governo para protegê-los, e é nesse mundo esquecido que vive o nosso personagem principal: o detetive Freitas, ex-policial corporativo, e que decidiu morar e trabalhar na Zona de Guerra por livre e espontânea vontade.

Freitas trabalha como detetive particular e sempre ajuda seus vizinhos, é respeitado até mesmo por membros de gangues. Ele abandonou o mundo corporativo por não concordar com o que era feito por lá, a segregação e o preconceito reinam dentro dos muros das cidades, onde seus moradores ostentam riquezas e soberba!

Um crime pode abalar a cidade, uma prostituta supostamente cometeu suicídio se atirado do alto de um prédio de luxo! Mas sua amiga Vivian não acreditou nessa versão, ela foi procurar por Freitas e não importaria quantos créditos custasse, mas ela iria saber a verdade sobre essa morte.

Vocês já entenderam que se trata de um livro policial, o cenário é um futuro apocalíptico bem interessante, a tecnologia armamentista proposta também é muito legal. Todo o enredo proposto no livro é muito interessante.

Freitas é um cara meio gordinho que você não daria nada por ele, mas ao contrário do que vocês possam imaginar ele é bem ágil e muito dedicado em suas causas, vai fazer de tudo para resolver o mistério sobre essa morte.

As questões sociais propostas no livro, não são algo tão absurdo assim, afinal vivemos em um mundo capitalista onde apenas os de poder aquisitivo elevado são beneficiados com tudo de bom que o governo pode oferecer.

No geral as investigações, os personagens e a ambientação são ótimos. O problema fica pela ficção científica que poderia ter sido mais explorada, os detalhes sobre os carros (flutuadores), as novas tecnologias e o sistema de defesa deveriam aparecer um pouco mais no enredo. Não concordei com a forma que foi proposto o final, tudo aconteceu muito abruptamente e nos pega de surpresa.

Claro que os pontos negativos não desqualificam de maneira alguma a obra, mesmo assim é uma obra muito boa e que eu recomendo totalmente. O Freitas é um detetive bem perspicaz e nos faz torcer por ele.

Acho que o Leo Lopes poderia trabalhar numa continuação e abordar mais os pontos que faltaram neste livro, tenho certeza que uma nova história do detetive Freitas iria fazer sucesso.

Fico por aqui e espero que vocês tenham gostado da resenha e que leiam o livro futuramente, um abraço e até a próxima.



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