{Resenha} O Nome do Vento - A Crônica do Matador do Rei: Primeiro Dia - Patrick Rothfuss

Olá pessoal, estou aqui para a minha primeira resenha (muita emoção), então espero que gostem e que possam se interessar a compartilhar da leitura do livro de estreia de Patrick Rothfuss, O Nome do Vento.
Este livro é como um ímã. Todas as vezes que eu ia à livraria ou até pesquisava nos sites de livros, lá estava ele: fitando-me. Passei a imaginar mil e uma coisas a respeito da história e quando enfim decide “vou comprar” me surpreendi: era muito melhor do que eu tinha imaginado!


Editora: Arqueiro
Autor: Patrick Rothfuss
Ano: 2007
Número de páginas: 656


Sinopse: Ninguém sabe ao certo quem é o herói ou o vilão desse fascinante universo criado por Patrick Rothfuss. Na realidade, essas duas figuras se concentram em Kote, um homem enigmático que se esconde sob a identidade de proprietário da hospedaria Marco do Percurso.
Da infância numa trupe de artistas itinerantes, passando pelos anos vividos numa cidade hostil e pelo esforço para ingressar na escola de magia, O nome do vento acompanha a trajetória de Kote e as duas forças que movem sua vida: o desejo de aprender o mistério por trás da arte de nomear as coisas e a necessidade de reunir informações sobre o Chandriano - os lendários demônios que assassinaram sua família no passado.
Quando esses seres do mal reaparecem na cidade, um cronista suspeita de que o misterioso Kote seja o personagem principal de diversas histórias que rondam a região e decide aproximar-se dele para descobrir a verdade.
Pouco a pouco, a história de Kote vai sendo revelada, assim como sua multifacetada personalidade - notório mago, esmerado ladrão, amante viril, herói salvador, músico magistral, assassino infame.
Nesta provocante narrativa, o leitor é transportado para um mundo fantástico, repleto de mitos e seres fabulosos, heróis e vilões, ladrões e trovadores, amor e ódio, paixão e vingança.

Fonte: Skoob

A história se passa através de Kote, um ruivo de ar distante, proprietário da hospedaria Marco do Percurso. Enigmático, seus olhos verdes escuros escondem uma história ainda viva. Em sua companhia há Bast, seu aprendiz, outra personalidade curiosa.
Eis que surge em sua hospedaria Devan Lochees, “O” Cronista, que ao deparar-se com Kote logo percebe que aquele homem não é um simples hospedeiro, como diz ser. Ele é Kvothe, o Arcano, o Matador do Rei, o Sem-Sangue... Logo, por se ver descoberto por aquele Cronista e por querer desmascarar as superstições criadas a seu respeito, Kote (Kvothe) lhe propõe narrar a sua verdadeira história em três dias. Daí dá-se o início de uma envolvente narrativa, sendo este livro o primeiro dia.
Sua infância foi passada numa trupe (mas não uma trupe qualquer), onde desde cedo conheceu o encantador mundo da arte: a música, a poesia e o teatro. Também desde pequeno mostrava-se ser bastante curioso e de uma inteligência aguçada. Conhece um velho Arcanista que passa a acompanhá-lo com a trupe por algum tempo em suas andanças. Com ele descobre o fascinante mundo da simpatia e nomeação, além da Universidade, que passa a ser bastante almejada por sua parte, afinal lá ele conhecerá a Biblioteca e com isso irá ter acesso as respostas para todas as suas perguntas (ou assim ele pensava).  Mas a vida às vezes é cruel...  
E se sua família não fosse morta com todos os integrantes da trupe, devido a uma canção, será que sua existência nos seria tão notável?
Pois bem, é o que acontece, um grupo misterioso chamado Chandriano traz o fim a sua família. Então, Kote, tendo de sobreviver a infância sozinho, apenas com seu alaúde, passa seus tempos difíceis.
Acho que seria um erro descrever tanto desta historia, burlar seus detalhes, mas a partir deste momento trágico nos sentimos tão próximos a esse personagem, que possui apenas suas perguntas ainda não respondidas como um combustível de sobrevivência.
Ele segue em busca da Universidade e ao chegar lá descobre que as coisas não são tão simples como pensava, faz amigos e inimigos, descobre seu verdadeiro amor e envolve-se em aventuras apaixonantes... Mas sempre na busca de respostas para as questões de sua vida.

E para finalizar, deixo um trecho do livro para vocês: 

"Meu primeiro mentor me chamava de E'lir, porque eu era inteligente e sabia disso. Minha primeira amada de verdade me chamava de Duleitor, porque gostava desse som. Já fui chamado de Umbroso, Dedo-Leve e Seis Cordas. Fui chamado de Kvothe, o Sem-Sangue; Kvothe, o Arcano; e Kvothe, o Matador do Rei. Mereci esses nomes. Comprei e paguei por eles.
Mas fui criado como Kvothe. Um vez meu pai me disse que isso significava 'saber'."
  
Obs: Já vi pessoas comparado esta obra ao Senhor dos Anéis (como se Patrick Rothfuss fosse um novo Tolkien), mas tenho algo a dizer a respeito disso: parem de comparar, cada livro e autor possui sua individualidade, e este livro é, com certeza, uma dessas obras fascinante! 



 
Mariana das Neves





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